O secretário de Estado dos Transportes disse esta quinta-feira não acreditar que o Sindicato dos Pilotos ponha em causa o acordo sobre a TAP com o Governo, com matérias que foram logo postas de parte da mesa das negociações.

«Estranhamos esta posição e, como disse ontem o ministro da Economia, e muito bem, os homens de palavra cumprem acordos, que resultaram de um processo de diálogo e de franqueza. Por isso, faço daqui um apelo para que esse acordo seja cumprido e não me passa pela cabeça que seja revertido», afirmou Sérgio Monteiro, no final do conselho de ministros, quando questionado sobre a ameaça de greve dos pilotos da TAP.

Em declarações aos jornalistas, o governante lembrou que, «perante um conjunto de preocupações legítimas [em relação à privatização da TAP] que os trabalhadores tinham, o Governo aceitou a criação de um grupo de trabalho para harmonizar as matérias passíveis de acordo, deixando perfeitamente claro as que não eram».

Entre elas, estavam as pretensões dos pilotos sobre as diuturnidades e sobre a obtenção de 20% do capital da companhia aérea.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil decidiu esta quarta-feira convocar duas assembleias gerais depois daquilo que considera ser «um impasse insanável» entre o sindicato e as administrações da TAP e da Portugalia, devido ao não cumprimento do  memorando de entendimento para um acordo que até tinha sido «apadrinhado» pelo Governo e que permitiu a desconvocação da  greve agendada para o período do Natal.