O secretário de Estado dos Transportes reiterou o convite ao PS para se reunir no Ministério da Economia durante o mês de março, para discutir as infraestruturas prioritárias alvo investimento público nos próximos anos.

«É um debate demasiado rico e sério para que o principal partido da oposição se coloque de fora», insistiu Sérgio Monteiro, em conferência de imprensa, no Ministério da Economia, em Lisboa, referindo tratar-se do terceiro convite feito ao PS.

Para o governante, o relatório elaborado pelo grupo de trabalho que definiu um total de 30 projetos prioritários até 2020 é um «ótimo ponto de partida» para uma discussão política e contém já «alguma análise de custo-benefício», reivindicada pelos socialistas.

«[O documento] Já propõe algumas escolhas e já faz alguma análise de custo-benefício. Quando a linha entre Aveiro e Vilar Formoso é proposta na sua versão mais barata de modernização e não como linha nova é uma opção que a economia faz», disse.

«O PSD, o CDS, o PCP e o partido ecologista Os Verdes aceitaram sentar-se connosco e definir prioridades políticas», acrescentou.

Para esta semana, o Ministério da Economia tem já agendadas reuniões com os partidos, a partir de quinta-feira.

O grupo de trabalho para as Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado apresentou ao Governo, no final de janeiro, um relatório no qual aponta os portos e a ferrovia como prioridades para o investimento em obras públicas até 2020.

O documento define um total de 30 projetos prioritários para os próximos seis anos, num investimento global de 5.103,8 milhões de euros, sendo que 18 das obras estão ligadas ao setor marítimo, oito ao ferroviário, duas ao rodoviário e outras duas ao aeroportuário.

O grupo de trabalho refere que o financiamento prioritário deve provir de fundos comunitários (3.132 milhões de euros), do Estado (que ficaria responsável por 1.428,1 milhões de euros) e só uma pequena parte (543,6 milhões) deve ser adjudicada ao setor privado.