A solução para a EMEF e para a CP Carga deve ser a privatização das duas empresas, revelou esta terça-feira o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, destacando, contudo, que ainda não existe uma resposta definitiva de Bruxelas.

«O caso da CP Carga é mais preocupante do que o caso da EMEF [Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário], mas estamos a trabalhar e aquilo que esperamos é que haja uma resposta positiva ou pelo menos o acordo de Bruxelas para que nós possamos iniciar o processo de privatização», disse Sérgio Monteiro, em Lisboa, à margem de uma sessão de apresentação dos Investimentos na Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T).

O governante destacou que ainda não existe uma resposta definitiva por parte de Bruxelas, mas a privatização é o cenário mais provável para a EMEF - Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário.
«Julgo que o risco de liquidação está de facto afastado», disse.

Em relação à CP Carga, as discussões com a Bruxelas continuam, mas o governante está otimista: «Nós estamos muito confiantes de que a privatização é o cenário que vamos ter também».

No final de janeiro, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, afirmou que o Governo estava a negociar com Bruxelas o futuro da CP Carga, estando ainda em cima da mesa a possibilidade da empresa pública ser liquidada em vez de privatizada.

A liquidação «ainda é um cenário, como aconteceu no caso dos Estaleiros de Viana do Castelo», declarou o responsável dos Transportes, à margem de um encontro sobre privatizações.

Na altura, o secretário de Estado realçou, quanto à EMEF, que esta empresa pública, ao contrário da CP Carga, tem «resultados muito mais positivos e é um operador que opera livremente em mercado».

Na semana passada, a CP Carga anunciou que reduziu os prejuízos para 15,3 milhões de euros em 2014, uma melhoria face aos 23 milhões de euros de resultados negativos de 2013.

Os indicadores financeiros também registaram uma melhoria face a 2013, tendo o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) melhorado 68,3% em 2014, mas continua negativo, tendo passado para os 3,6 milhões de euros em 2014 (face aos 11,3 milhões de euros de 2013).