O volume de vendas de embalagens de medicamentos não sujeitos a receita médica cresceu 6,2 por cento no primeiro semestre de 2014, representando um valor superior a 19 milhões de euros, indica um relatório divulgado esta segunda-feira.

Da responsabilidade da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), o relatório diz respeito a vendas de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias e dos hospitais (em supermercados por exemplo), entre janeiro e junho deste ano.

Em 2005 foi criada legislação que permite a venda de alguns géneros de medicamentos em locais de venda que não as farmácias. Esses estabelecimentos, segundo a lei, têm de comunicar as vendas ao Infarmed.

Nos primeiros seis meses, se comparado com igual período do ano passado, venderam-se mais medicamentos não sujeitos a receita e fora das farmácias, com o valor das vendas a aumentar 2,7 por cento. Os medicamentos mais vendidos foram os analgésicos e antipiréticos, seguidos dos medicamentos para regularizar os intestinos.

A substancia ativa com maior nível de vendas foi o paracetamol, representando 15,1 por cento do total, embora o diclofenac (anti-inflamatório) tenha sido a substância ativa mais expressiva em termos de valor monetário.

O mercado dos medicamentos não sujeitos a receita médica representa 15 por cento do mercado do medicamento em Portugal, sendo que as farmácias recebem 80 por cento das vendas.

Ainda de acordo com o relatório o mercado do medicamento de venda livre fora das farmácias tem vindo a aumentar desde 2006. Lisboa, Porto e Setúbal registam o maior volume de vendas, por oposição a Bragança, Portalegre e Guarda, com o mais baixo.