As seguradoras que são supervisonadas em Portugal lucraram muito menos nos primeiros seis meses deste ano em comparação com o ano passado. O resultado líquido combinado caiu 77%, de 432 milhões de euros para 99 milhões.

No final do primeiro semestre de 2016, os resultados líquidos das empresas de seguros sob supervisão prudencial da ASF foram de cerca de 99 milhões de euros (das 46 empresas de seguros, 34 apresentam valores positivos)"

O relatório da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) destaca a produção de seguro direto, relativa à atividade em Portugal, das empresas de seguros sob a supervisão da ASF que apresentou, em termos globais, uma diminuição de 21,8% face ao semestre homólogo de 2015. Para isto, foi determinante o significativo decréscimo de 32,3% verificado no ramo Vida.

"Neste contexto, importa, contudo, realçar pela positiva o crescimento de 5,6% verificado em Não Vida, para o qual contribuíram os acréscimos verificados na generalidade dos ramos não vida, realçando-se o acréscimo de 12,7% em Acidentes de Trabalho", sublinhou o supervisor.

No mesmo período, os custos com sinistros registaram um ligeiro aumento de 0,1%, em resultado do decréscimo de 1% no ramo Vida e do acréscimo de 4,8% nos ramos Não Vida.

O valor das carteiras de investimento das empresas de seguros alcançou, no final de junho, 49,8 mil milhões de euros, menos 3,6%.

Na mesma data o volume de provisões técnicas ascendeu a 44,5 mil milhões de euros, correspondendo a uma redução homóloga de 2,6%.

Os rácios de cobertura do Requisito de Capital de Solvência (SCR) e do Requisito de Capital Mínimo (MCR) em junho de 2016, situaram-se em 122% e 342%, respetivamente.