As contribuições para os fundos de pensões registaram um decréscimo de 24,9% no ano passado, quando comparadas com 2012, totalizando um montante próximo dos 650 milhões de euros, segundo os dados divulgados pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP).

Em termos globais, existem em Portugal 224 fundos de pensões, a larga maioria fechados (148) e os restantes abertos (76).

«Em 2013, extinguiram-se nove fundos de pensões, sendo todos fundos fechados (dois por liquidação, cinco por transferência para outros fundos, um que era de um banco e foi transferido para a Segurança Social, e outro que foi transferido para a CGA [Caixa Geral de Aposentações] por imposição legal», lê-se no comunicado do ISP.

Em compensação, foram criados dois novos fundos de pensões fechados, um fundo aberto e dois PPR (plano poupança-reforma). Já os benefícios pagos por fundos de pensões cresceram 2,8% para 526,4 milhões de euros.

«Tendo em consideração as contribuições entregues aos fundos e as respetivas pensões pagas, a rendibilidade dos fundos de pensões, face a dezembro de 2012, foi de 3,8%», informou a entidade liderada por José Almaça.

Os ativos geridos pelos fundos de pensões representavam, no final do ano em análise, 15,1 mil milhões de euros, mais 4,7% do que em dezembro de 2012.

No que toca à composição das carteiras de investimento dos fundos de pensões, 26% está alocada a fundos de investimento, 24% a dívida pública, 16% a obrigações privadas, 12% a depósitos bancários, 11% a imóveis e 10% a ações.

Paralelamente, a autoridade de supervisão de seguros e fundos de pensões revelou ainda que a produção de seguro direto relativa à atividade em Portugal das empresas de seguros sob a supervisão do ISP registou, no quarto trimestre de 2013, um aumento de 20,7%, face ao período homólogo de 2012, situando-se em 12,3 mil milhões de euros.

«Este incremento foi ditado pela evolução do ramo Vida, cujo acréscimo foi de 33,4%, tendo os ramos não Vida sofrido uma contração de 4,4%», realçou o ISP.

No final de 2013, o resultado líquido global obtido no exercício em análise rondou os 670 milhões de euros, estimando-se a taxa de cobertura da margem de solvência em cerca de 215%.

Na segunda-feira, a Associação Portuguesa de Seguradores (APS) anunciou que o resultado líquido combinado das seguradoras que atuam em Portugal ascendeu a 692 milhões de euros no ano passado, um aumento homólogo de 29%, explicado pelo bom desempenho dos mercados de capitais e por algumas operações extraordinárias.

A informação foi hoje divulgada num encontro com jornalistas em Lisboa, no qual foi dado conta de que, das 42 seguradoras que atuam no mercado português, só seis companhias tiveram resultados negativos em 2013.

A diferença entre os números do ISP e da APS resulta do facto de algumas seguradoras estrangeiras que apenas operam em Portugal através de sucursais não serem objeto da supervisão do ISP, ainda que sejam associadas da APS.