A Comissão de Trabalhadores (CT) da Metro do Porto denunciou a cessação do seguro de saúde para o agregado familiar dos funcionários da empresa, admitindo recorrer «a todos os meios legais» para impedir a decisão da administração.

Em comunicado, a CT acusou a administração de revelar «uma vez mais a insensibilidade e irresponsabilidade social da gestão executiva da Metro do Porto perante os trabalhadores e seus familiares», considerando que a medida poupa à empresa «um euro por dia, por cada um dos cerca de 100 trabalhadores».

A Lusa tentou obter uma reação por parte da administração da Metro do Porto, mas tal não foi possível em tempo útil.

«Não resta outra alternativa aos trabalhadores da empresa a não ser o recurso a todos os meios legais possíveis para reverter esta decisão», declaram os trabalhadores da empresa.

De acordo com a CT, a decisão «apanhou naturalmente os trabalhadores desprevenidos» e «foi comunicada sem qualquer enquadramento prévio, ponderação, contextualização, objetividade e quantificação rigorosa».

«Exposta a insatisfação, mas principalmente a incompreensão dos trabalhadores pela razão da cessação deste benefício que existe desde sempre, atribuído a partir do momento da admissão dos trabalhadores na empresa, a administração foi intransigente em revogar ou reanalisar a aplicação da medida. Face ao teor da conversa, não foi possível desmontar a ideia generalizada de que se afigura apenas tratar de um exemplar ato fortuito e caprichoso, sem orientação ou paridade», acusou a CT.