Os responsáveis pelos aeroportos do Porto, Madeira e Porto Santo afirmaram esta quarta-feira esperar que a greve dos trabalhadores da Securitas, marcada para sábado, não transtorne as operações das infraestruturas aeroportuárias.

Em declarações à Lusa, diretor dos aeroportos da Madeira e Porto Santo, Duarte Ferreira, lembrou "haver serviços mínimos a cumprir" e disse que, "para já, não há qualquer reflexo na operação".

Contactada pela Lusa, a ANA-Aeroportos, que gere o aeroporto Sá Carneiro, também referiu que, “enquanto cliente do serviço prestado pela Securitas”, tem a expectativa de que a greve “não afete as operações”.

Os trabalhadores da Securitas dos aeroportos do Porto, Madeira e Porto Santo marcaram uma greve de um dia para 15 de agosto, alegando que, desde o início do ano, a empresa recusa pagar trabalho suplementar e feriados de acordo com o Contrato Coletivo de Trabalho.

A delegada do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) Charlene Dias adiantou que a "a empresa já não paga feriados nem horas extra desde o início do ano e recusa-se a entrar em acordo com os trabalhadores ou com as organizações sindicais”.

De acordo com sindicalista, a paralisação deverá contar com “grande adesão” dos cerca de 400 trabalhadores dos três aeroportos, uma vez que a greve será feita aos feriados e ao trabalho suplementar e o dia escolhido – sábado – é feriado.

Hoje, a empresa Securitas garantiu estar a cumprir a legislação relativa à remuneração de trabalho suplementar e feriados.

"Todos os colaboradores da Securitas em Portugal, incluindo os vigilantes afetos ao serviço nos aeroportos do Porto, Funchal e Porto Santo, auferem a remuneração relativa ao trabalho suplementar e feriados, de acordo com o estipulado na legislação em vigor", garantiu à Lusa fonte da empresa.

A mesma fonte assegurou ainda que "todos os colaboradores receberam sempre o que está previsto na lei" e que as alegações contrárias feitas pelos trabalhadores "são graves e não correspondem à verdade".

Além disso, a Securitas garantiu que o tipo de vigilância efetuado pelos trabalhadores em causa não tem impacto direto nos voos e que, se tal se verificasse, procuraria salvaguardar os interesses dos clientes.

Já a delegada sindical explicou na terça-feira que, em caso de ausência destes trabalhadores aeroportuários, que fiscalizam tripulação, passageiros e ‘staff’, "não haverá ninguém a entrar para o lado de embarque" e podem registar-se mesmo "voos cancelados".