O secretário-geral da CGTP criticou esta segunda-feira as propostas do PSD e do PS para a área da segurança social e defendeu a necessidade de os portugueses serem esclarecidos antes das próximas legislativas sobre as intenções dos partidos.

"Estamos perante a perspetiva de um novo ataque à Segurança Social universal e solidária", disse Arménio Carlos à agência Lusa no final da reunião semanal da comissão executiva da Intersindical.

O sindicalista justificou a sua afirmação com o facto de o Governo ter admitido a possibilidade de novo corte nas pensões e de a proposta de programa eleitoral do PS prever a redução da Taxa Social Única dos trabalhadores com o objetivo de lhes aumentar os rendimentos.

Arménio Carlos considerou que a proposta do PS é inaceitável, porque coloca em risco a sustentabilidade do sistema de Segurança Social, assim como a proposta socialista de utilizar uma parte do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social para a requalificação urbana.

"As propostas do PS vão colocar em risco a sustentabilidade do sistema de Segurança Social e, a médio prazo, vão levar à redução da proteção social e das pensões", disse.

O líder da Inter considerou ainda que existe convergência entre os partidos da maioria governamental e o PS relativamente à atualização apenas das pensões mínimas.

"Perante este quadro, é preciso falar claro, para que os portugueses conheçam bem as propostas dos partidos, antes das eleições legislativas", apelou

Na reunião de hoje, a comissão executiva da CGTP considerou fundamental que todos os partidos assegurem que não vão baixar as pensões e que vão mudar a política de emprego e de baixos salários.