Os peritos do PS fizeram as contas ao impacto das medidas na economia, analisando as propostas socialistas e da coligação PSD/CDS-PP. No caso da proposta do PS, a proposta representa um estímulo de 1.900 milhões de euros, ou seja, acrescenta 0,8 pontos percentuais ao crescimento do PIB.
 
Já a proposta da coligação, segundo os economistas do PS, é recessiva, já que, argumentam, retira 0,4 pontos percentuais no PIB, o equivalente a 574 milhões de euros.
 
Já, no emprego, os efeitos também são opostos: enquanto a proposta socialista permitirá criar 31 mil empregos até 2019, reduzindo o pagamento de subsídios em 50 milhões de euros, a da maioria destrói 15 mil postos de trabalho, custando mais 45 milhões de euros em subsídios de desemprego.
 
Os peritos admitem ainda que a proposta do PS retira 5,2 mil milhões de euros às receitas da Segurança Social nos próximos quatro anos, e não 12 mil milhões, como chegou a calcular a Ministra das Finanças.

Já o corte dos 600 milhões na despesa com pensões proposto pelo Governo reduz o défice para 400 milhões de euros em 2016, mas, segundo os economistas, esse efeito vai diminuindo com o passar do tempo, porque a medida é recessiva e faz cair também a receita.
Os peritos do PS admitem ainda que as propostas do partido passam por cortar pensões dos atuais trabalhadores e que, em 2027, esse corte pode chegar aos 2,6%.
 
O grupo de economistas que está a trabalhar com o Partido Socialista analisou também a proposta de corte de 600 milhões nas despesas da Segurança Social da maioria PSD/CDS-PP, e conclui que é recessiva e vai destruir 15 mil postos de trabalho até 2019.
 
 O grupo de economistas, liderado por Mário Centeno, conclui que no total, a medida do Governo retira às famílias 3.175 milhões de euros de poder de compra nos quatro anos da próxima legislatura.
 
Já a proposta do PS, asseguram, só terá um impacto nas reformas a partir de 2021. Nesse ano, o corte nas pensões será de 1,25%, e vai crescendo até aos 2,6% em 2027. A medida não tem impacto para quem já está reformado nem para os trabalhadores que se reformarem nos próximos cinco anos.
 

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