O prejuízo do setor empresarial do Estado, excluindo o setor da saúde, agravou-se 14% no primeiro trimestre do ano, passando de 188,8 para 215,2 milhões de euros.

De acordo com o Boletim Informativo sobre o Setor Empresarial do Estado (SEE) divulgado pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças, os resultados foram pressionados pela redução dos rendimentos operacionais (em menos 12,5%) e um aumento dos gastos operacionais, (mais 0,4%).

«A reposição dos subsídios em 2013 pressionou os gastos com o pessoal nas empresas públicas, absorvendo os ganhos de eficiência obtidos», refere-se no relatório, citado pela Lusa.

O SEE, excluindo o setor da saúde, observou ainda entre janeiro e março uma quebra do EBITDA (lucro antes de impostos, depreciações e amortizações) de 24,6% face igual período do ano passado.

O endividamento aumentou 1,3% ascendendo aos 32,37 mil milhões de euros.

Os resultados líquidos foram pressionados nomeadamente pelo desempenho negativo da Parpública, que «passaram de uma situação de resultado líquido quase nulo, no final do primeiro trimestre de 2012, para um total de -60,4 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano».

O setor das Infraestruturas verificou uma inversão dos seus resultados, passando de um valor de 20,9 milhões de euros, no período homólogo, para -19,9 milhões de euros, consequência dos resultados da Estradas de Portugal, que diminuíram 37,2 milhões de euros (-115,3%), atingindo em 2013 um total de -4,9 milhões de euros.

O setor dos Transportes, por sua vez, registou a maior recuperação, em termos absolutos, do resultado líquido, com o contributo positivo do Metro do Porto, que melhorou 63,1% para -37 milhões de euros, da CP, que melhorou 16,7% para -59,8 milhões de euros e da STCP, que subiu 79,1% para -2,6 milhões de euros.

A Metro de Lisboa, por sua vez, registou uma redução do resultado líquido em 12,4 milhões de euros (-113,8%) para -1,5 milhões de euros.

O setor da Saúde verificou um aumento do seu resultado líquido em 19 milhões de euros (+10,9%) para um total de -155,5 milhões de euros, «sendo no entanto de salientar novamente o impacto do Centro Hospitalar de São João, que não contabilizou grande parte das receitas».

Excluindo a influência desta entidade nos dois anos «verifica-se um agravamento dos resultados em 46,1 milhões de euros (-48,6%) para um total de -141,1 milhões de euros», refere.