O regulador do mercado bolsista norte-americano, Securities and Exchange Commission (SEC), anunciou hoje que o Deutsche Bank concordou em pagar uma multa de 9,5 milhões de dólares (8,6 milhões de euros) por não ter protegido, adequadamente, informação gerada pelos seus analistas e que era considerada sensível.

De acordo com a nota da SEC, o Deutsche Bank encorajou os seus analistas financeiros a comunicarem, frequentemente, com os clientes, bem como o pessoal de negociação, mas faltaram políticas e procedimentos adequados para evitar que os analistas divulgassem determinados pontos de vista.

As informações geradas pelos analistas de research, tais como avaliações, opiniões, estimativas e recomendações de negociação podem mexer com os mercados", disse Antonia Chion, diretor associado da divisão de execução da SEC.

 

As empresas deve manter e reforçar as políticas e procedimentos que são, razoavelmente, concebidas em função da natureza do seu negócio para evitar o uso indevido de tais informações", acrescenta.  

De acordo com o mesmo comunicado, o Deutsche Bank concordou com a ordem da SEC sem admitir ou negar as “acusações”.

O regulador norte-americano também acusa o banco alemão de ter emitido uma nota de research sobre a retalhista Big Lots, incitando os investidores a comprarem ações, embora o analista responsável pela sua elaboração tenha dito, em privado, a funcionários do banco, que os títulos da empresa deveriam ter sido revistos em baixa.

Este é mais um golpe para o maior banco da Alemanha que continua em negociações com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para definir o valor da coima que será aplicada pela venda irregular de instrumentos financeiros.

O Ministério da Justiça norte-americano tinha pedido 14 mil milhões de dólares (12,4 mil milhões de euros) ao banco alemão para resolver este diferendo, que remonta à crise financeira de 2008, o que acelerou a queda das ações do Deutsche Bank em bolsa e levou a um aumento da preocupação no setor bancário europeu.

Agora, esse montante poderá ser reduzido para 5,4 mil milhões de euros (4,8 mil milhões de euros), que estariam em linha com os 5,5 mil milhões que o banco colocou de lado para resolver o contencioso.