O Governo admite aumentar impostos para empresas que gastem mais água. A medida foi admitida pelo ministro do Ambiente, Matos Fernandes, no fim da reunião da concertação social onde se discutiu o plano de combate à seca.

Para que não aconteça o que aconteceu no ano passado, o responsável pela pasta do Ambiente diz que precisamos de dois meses de chuva aquela que se está a verificar esta terça-feira.

Logo no início do ano, o ministro advertiu que, apesar da chuva, é preciso continuar a poupar água. "A água será sempre um bem escasso e é fundamental fazer uso mais parcimonioso dela”, disse a 2 de janeiro.

Seca ainda persiste no sul

Hoje, Matos Fernandes referiu que as regiões acima do Tejo já não registam casos de seca, mas no sul ainda persistem. Seriam, lá está, necessários dois meses de chuva para a situação se inverter.

“De uma maneira geral pode dizer-se que acima do rio Tejo já não existe qualquer situação de seca. A sul do rio Tejo ela existe, nomeadamente na bacia hidrográfica do Sado, e a quantidade da água das barragens em muito pouco ultrapassa os 20%, o que é preocupante”, afirmou aos jornalistas.

“Já levamos mais de um mês e o que foi 100% de seca extrema e severa em todo o território, com base nos últimos dados, do final do ano, reduziram-se a 60%”.

A chuva que atualmente se regista e a que já caiu vão permitir ao país “chegar bem até abril, sem sobressaltos”.

Também no final da reunião da concertação social, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, lembrou que há uma linha de apoio aos agricultores afetados pela seca, no valor de 15 milhões de euros.

Porém, a Confederação dos Agricultores Portugal (CAP) já hoje se veio queixar de que os apoios não estão a chegar. Desse total, foram recebidos até agora pouco mais de 20.000 euros.