O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, afirmou esta sexta-feira que a introdução de portagens em três SCUT do Norte e Centro é uma «questão de justiça, equidade e solidariedade relativamente aquilo que é praticado em todo o país».

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Falando aos jornalistas à margem do lançamento da primeira pedra do terminal de cruzeiros do porto de Leixões, em Matosinhos, António Mendonça referiu que «Portugal está a fazer um esforço notável de modernização de todo o sistema rodoviário», sendo que para financiar esse esforço «há que introduzir critérios de racionalidade económica geral e de justiça».

«As SCUT custam ao país 700 milhões de euro por ano e o que está previsto com a introdução de portagens é uma receita de 120 milhões de euros. Ainda há 580 milhões de euros que terão que ser pagos por todos nós».

Para o ministro, a marcação da data de 1 de Julho para o arranque do pagamento de portagens nas SCUT Norte/Litoral, Costa de Prata e Grande Porto «não altera nada relativamente aquilo que estava programado».

«A decisão de introdução de portagens nas SCUT já estava tomada há muito tempo, o que se trata é de apresentar uma data concreta a partir do qual será realizada».

António Mendonça salientou ainda que os critérios definidos pelo Governo para a introdução de portagens nas autoestradas sem custo para o utilizador «são verificados nestas três SCUT».

«Os critérios têm a ver com questões do rendimento das populações servidas pelas SCUT e também pela existência de vias alternativas, e esses critérios são verificados».

Questionado sobre os eventuais protestos que autarcas de municípios afectados admitem levar a cabo, o ministro afirmou que «houve reuniões com eles e o que foi combinado será cumprido».

Referiu ainda estarem já programados novos encontros com autarcas «em que será feito o ponto da situação relativamente à introdução de portagens nas SCUT».

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