Paulo Macedo fez este anúncio durante a apresentação do orçamento da saúde para 2015 perante os deputados das comissões parlamentares da Saúde e das Finanças.

 

Criado no final de 2008 pelo ministro socialista António Correia de Campos para pagar as dívidas do setor - que ascendiam na altura a 908 milhões de euros -, o Fundo foi financiado com os capitais sociais de 35 hospitais-empresa.

 

Em agosto do ano passado, o ministro da Saúde anunciou um perdão de cerca de 430 milhões de euros de dívida de 19 hospitais ao FASP, transformando este montante em crédito com o objetivo de equilibrar a situação financeira destas instituições.

 

Segundo Paulo Macedo, este Fundo foi uma «medida clara de desorçamentação no passado».

 

O FASP vai agora ser abolido e o seu dinheiro «devolvido aos hospitais credores», adiantou o ministro, para quem este orçamento é o mais transparente «de sempre».

 

«O Orçamento do Estado da Saúde para 2015 é caracterizado por um maior equilíbrio face aos anos anteriores», disse Paulo Macedo, sublinhando a injeção de dinheiro para «tirar os hospitais da falência técnica».