O Santander Totta está atento e acompanha de perto a operação de venda do Novo Banco, disse esta quarta-feira o líder da instituição, António Vieira Monteiro, ressalvando ser ainda muito cedo para se pronunciar sobre o interesse da operação.

«Estamos muito longe de poder dizer algo, mas estamos com atenção» ao negócio, disse o presidente executivo do Santander Totta, Vieira Monteiro, num encontro em Lisboa, defendendo o desinteresse em fazer estudos sobre o negócio enquanto o Novo Banco não tiver as contas auditadas.

Ainda sobre a venda do Novo banco, o gestor acrescentou que o Santander Totta «acompanha de perto a evolução da situação» e que «está muito contente com a operação que tem em Portugal».

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, revelou esta quarta-feira no Parlamento ter conhecimento da existência de várias entidades interessadas na compra do Novo Banco, e disse ser provável que a operação seja feita antes do prazo máximo de dois anos.

«Tem havido manifestações de interesse por parte de várias instituições», afirmou aos deputados a governante, sublinhando que, face às diretivas comunitárias sobre a resolução bancária, há um prazo de dois anos para vender o Novo Banco.

No dia 3 de agosto, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, depois de o banco ter apresentado prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades distintas.

No chamado banco mau, um veículo que mantém o nome BES, ficaram concentrados os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas.

No «banco bom», o banco de transição que foi chamado de Novo Banco, ficaram os ativos e passivos considerados não problemáticos.