O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, disse este domingo ser possível que a Grécia beneficie de uma ajuda financeira suplementar e regressar aos mercados em 2014 se atingir os compromissos acordados com a União Europeia e Fundo Monetário Internacional.

«Foi combinado com os nossos credores em novembro passado que, se a Grécia tiver de preencher algum buraco financeiro nos próximos anos, desde que respeite os compromissos assumidos, terá uma espécie de ajuda suplementar», disse o governante, em entrevista com o diário grego «Ethnos», citada pela Lusa.

Confiante na capacidade da Grécia conseguir atingir um saldo primário positivo (descontando o pagamento dos juros) já este ano, o primeiro-ministro lembrou as decisões do Conselho Europeu de novembro do ano passado, no qual a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional se comprometeram a ajudar a reduzir a significativa dívida pública grega se o país atingir um excedente orçamental primário este ano e se mantiver a implementação das reformas económicas ao abrigo do programa de ajustamento financeiro.

A dívida grega deve chegar aos 321 mil milhões de euros, representando 176% do PIB no final deste ano.

«Há várias maneiras de reduzir a dívida: baixar as taxas de juro, refinanciar o pagamento dos juros financeiros, estender o período de graça ou uma combinação destas três soluções», disse Samaras.

Recentemente, o ministro das Finanças afirmou que, a haver uma terceira ajuda financeira, ela não deverá passar dos 11 mil milhões de euros, sendo 4,4 mil milhões atribuídos em 2014 e 6,5 no ano seguinte.

Desde o princípio da crise financeira, em 2010, a Grécia já recebeu 240 mil milhões de euros em dois pacotes de assistência internacional que se prolongam até ao próximo ano, mas o primeiro-ministro salientou que uma terceira ajuda financeira não terá os mesmos moldes das duas primeiras, que foram destinadas a evitar a bancarrota, «porque esse perigo já não existe».