Ricardo Salgado lembrou sempre, durante a audição, a marca com 145 anos de história que é, ou era, o BES. O Novo Banco, em comparação, «é uma marca branca», considerou. Por isso, entende que será «muito difícil» restaurar a confiança dos clientes. Ainda assim, faz votos de que a instituição siga em frente e tece elogios ao atual presidente, Stock da Cunha.

«Dos 10 mil milhões que saíram, Stock da Cunha é formidável que tenha recuperado 2, mas é muito insuficiente»


Mostrou ter «consideração» pelo atual líder do Novo Banco e pelas suas palavras de «grande elogio» às equipas anteriores do BES.

Salgado fez votos para que a instituição siga o seu caminho, apesar de não ter concordado com a solução do Banco de Portugal de a dividir em banco bom e banco mau. 

«Pareceu-me um erro a destruição do BES e a medida de resolução. Veremos lá para a frente. Foi com imensa pena minha aquilo que aconteceu»

«Aos que me têm procurado digo para trabalharem muito e bem para que o banco siga em frente». 


Por fim, o ex-presidente do BES criticou o «símbolo efémero» e as «permanentes insistências» do Banco de Portugal e do Governo de que era preciso «vender depressa». «Quem vende depressa, vende mal».