O Banco de Portugal condenou 9 ex-gestores do BES num processo de contraordenação que visava 15 arguidos.

 

Ricardo Salgado, o antigo presidente do banco, levou a pena mais pesada: uma coima de 4 milhões de euros e inibição de exercer funções na banca por um período de 10 anos.

 

Salgado foi considerado culpado de cinco ilícitos, incluindo atos danosos de gestão ruinosa, por ter ordenado a falsificação das contas da Espírito International, e a venda da dívida da empresa aos balcões do BES, à revelia de outros administradores.

 

Com Salgado neste esquema estavam o seu braço direito e antigo administrador financeiro, Amílcar Morais Pires, também ele condenado a uma multa de 600 mil euros e a um afastamento de três anos do setor financeiro, e José Manuel Espírito Santo Silva, multado em 525 mil euros e impedido de exercer funções na banca por um período de dois anos.

 

O regulador condenou ainda outros seis gestores, por falhas cometidas sem dolo, mas por negligência: Joaquim Goes e José Maria Ricciardi, que eram responsáveis pela área de risco do banco, e António Souto, também ex-administrador do BES, além de três gestores da ESAF, a gestora de ativos do grupo: Fernando Coelho, Pedro Costa e João Pedro Guimarães.

 

Da lista de arguidos, seis foram absolvidos. Manuel Fernando e Ricardo Abecassis, dois membros do clã Espírito Santo, que estavam acusados de atos dolosos de gestão ruinosa, e ainda Rui Silveira, Jorge Martins, João Freixa e Stanislas Ribes, todos ex-administradores do BES.

 

O Banco de Portugal remeteu as conclusões do processo ao Ministério Público, a quem cabe agora decidir se há ou não matéria criminal.