A percentagem de trabalhadores a receber o salário mínimo em Portugal é maior depois do fim do programa de resgate do que na altura em que a troika chegou a Portugal. É um aumento de 73,6% e significa que um em cada cinco trabalhadores recebe atualmente 505 euros por mês.

Os números constam do Boletim Estatístico do Emprego do Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia, que revelam ainda que o ganho médio mensal dos trabalhadores baixou.

Em 2011, (outubro é o mês de referência), havia 11,3% dos trabalhadores a receber o salário mínimo nacional, com as mulheres a ter uma percentagem maior (15,3%) do que os homens (8,3%). Recorde-se que nessa altura o salário mínimo nacional era então de 485 euros.

Já em 2014, a percentagem de empregados a ganhar o salário mínimo subiu para 19,6%, com 25% das funcionárias (e 15,1% dos homens) a receber 505 euros por mês.

Mas a maior subida deu-se entre abril e outubro do ano passado. Em apenas sete meses a percentagem de trabalhadores a ganhar o salário mínimo subiu de 13,2% para 19,6%.

Mas o ganho médio mensal também baixou: Se em 2011 um trabalhador ganhava em média 1.142,6 euros (1.254,1€ para os homens e 989€ para as mulheres), em 2014 o salário médio era de 1.124,5 euros (1.246,2€ no caso dos homens e 977,6 no caso das mulheres).