Cerca de 40 trabalhadores do Continente concentraram-se hoje junto ao hipermercado da Senhora da Hora, em Matosinhos, para reclamar atualizações salariais e contestar o “assédio moral” de que dizem ser vítimas.

Segundo Jorge Pinto, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), os trabalhadores do Continente pretendem ter uma atualização salarial, que não acontece desde 2010.

O sindicalista afirmou também que esta concentração visa “dar voz e denunciar” outras situações que ocorrem nos hipermercados Continente, designadamente de “assédio moral”.

“Há assédio moral por todas as lojas do país”, disse, acrescentando que os trabalhadores são “pressionados” a mudar e prolongar horários, por exemplo.

A agência Lusa contactou o Continente Hipermercados mas não obteve resposta em tempo útil.

Também a “precariedade instalada na empresa” foi referida à Lusa pelo CESP, bem como a existência de “problemas de higiene e saúde no local de trabalho”.

José Pinto afirmou que os trabalhadores que se magoam não são encaminhados para o seguro de trabalho mas para o Serviço Nacional de Saúde.

O dirigente sindical reivindicou ainda a concretização da negociação do contrato coletivo de trabalho.