Mais de 100 trabalhadores dos setores da agricultura, alimentação, bebidas, hotelaria e turismo de Portugal manifestaram-se esta terça-feira, em Lisboa, em defesa dos seus direitos e por melhores condições de trabalho e aprovaram um documento reivindicativo para entregar ao Governo.

Ao certo, as reivindicações passam pelo aumento e a valorização dos salários, pela melhoria das condições de vida e de trabalho, pelo combate à precariedade, pela defesa da negociação e da contratação coletiva e pela revogação do Código do Trabalho.

O protesto trouxe a Lisboa trabalhadores de vários pontos do país, que reivindicam uma valorização dos salários e uma melhoria das condições de trabalho, e defendem a retoma das negociações com os trabalhadores.

“Desde janeiro que aguardamos uma resposta do Ministério da Economia sobre um pedido de audiência da FESAHT [Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal]”, contou à Lusa Joaquim Pires, dirigente sindical da federação, que no final do protesto entregou um documento reivindicativo no ministério liderado por Manuel Caldeira Cabral.

O sindicalista destacou os salários de trabalhadores que “em muitos casos estão congelados há sete anos” e a precariedade laboral no setor, que afeta em especial os jovens e as mulheres, e ainda a exploração dos jovens estagiários, que trabalham “sem receber nada”.

Joaquim Pires questionou ainda a razão de o aumento das receitas do turismo não se estar a refletir num aumento dos salários dos trabalhadores desse setor.

“Este Governo tem tomado algumas medidas que consideramos positivas, mas é preciso ir mais longe”. É “muito urgente” que o ministério receba a federação de sindicatos em audiência.

O protesto de hoje começou no Rossio e terminou com uma concentração junto ao Largo e Camões, nas proximidades do Ministério da Economia.

Os manifestantes gritavam palavras de ordem como “os contratos são para cumprir, não são para destruir”, e erguiam cartazes dizendo “aumentos salariais”, “defesa da contratação coletiva” ou “não à caducidade dos contratos”.

Diz a mesma federação que estes setores empregam mais de 350 mil trabalhadores.