O economista João César das Neves afirma que «é criminoso subir o salário mínimo» de tal forma que teria «consequências dramáticas sobre os pobres».

O professor da Universidade Católica alega que o impacto da subida do salário mínimo está estudado por vários economistas e que tem como consequência que as empresas mais frágeis «vão abaixo e deixam no desemprego os mais frágeis».



Numa entrevista à Renascença, César das Neves considera que este é um fator que sindicatos e Governo não levam em conta porque não lidam diretamente com as pessoas que recebem o salário mínimo.

O economista reforça que as suas preocupações não têm a ver com problemas orçamentais porque, afirma, o aumento do salário mínimo não tem impacto nas contas do Estado.

«As pessoas que não são pobres acham que aquilo tem impacto benéfico sobre os pobres, mas a pobreza é muito traiçoeira», explica o professor.

A subida do salário mínimo seria particularmente grave numa altura em que Portugal regista níveis de desemprego muito elevados, continua César das Neves.