O presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) disse que o setor está em melhores condições para efetuar um aumento do salário mínimo nacional do que antes e não espera dificuldades para as empresas.

Em declarações aos jornalistas à margem do Fórum da Indústria Têxtil, na Alfândega do Porto, o dirigente da ATP, João Costa, afirmou que ¿o setor, face à reestruturação que empreendeu, está nesta altura em melhores condições para poder absorver um aumento do salário do que estaria há uns anos¿, esperando atingir os 4.500 milhões de euros de exportações até ao final do ano.

«Portanto, admitimos que não cause muita dificuldade às empresas e que não prejudique a competitividade e que não prejudique o emprego¿, acrescentou o presidente da ATP, que realçou que, apesar de o setor não contar com ¿muita gente com o salário mínimo», a alteração terá impacto em todas as categorias salariais.

O acordo para o aumento do salário mínimo nacional (SMN) para 505 euros foi fechado esta tarde entre as confederações patronais, o Governo e a UGT e formalizado às 18:30, no Conselho Económico e Social (CES).

De acordo com fonte oficial do Governo, o acordo, que deixa de fora a CGTP, será formalizado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Mota Soares.

O novo valor do SMN, para entrar em vigor a 1 de outubro, foi acordado após vários encontros entre os parceiros sociais e o Governo, exceto a CGTP, realizados à margem da Concertação Social ao longo do mês de setembro, como escreve a Lusa.