O Congresso da CGTP aprovou este sábado, por maioria, a carta reivindicativa da intersindical que exige, entre outras matérias, a subida do salário mínimo nacional para os 600 euros em 2017, bem como revogação imediata da sobretaxa de IRS.

A Central exige a subida do SMN e a sua evolução progressiva, com atualização a 1 de janeiro de cada ano, "sem contrapartidas para o patronato", cita a Lusa.

Da proposta, aprovada esta tarde no segundo e último dia do Congresso da Inter, em Almada, constam também a exigência da diminuição da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho e o desagravamento do IVA e do Imposto Municipal sobre Imóveis, mais conhecido por IMI.

Foi ainda aprovada a intensificação da luta nos próximos quatro anos, depois de um mandato marcado por centenas de ações e três greves gerais.

O documento contou apenas com uma abstenção, sendo que as reivindicações vão vigorar no próximo mandato. 

Ontem, no primeiro dia do congresso, o secretário-geral Arménio Carlos fez fortes críticas às políticas de austeridade do anterior governo e não só: o tema do Novo Banco também mereceu fortes críticas: "Há que pôr o Novo Banco ao serviço do povo", defendeu.

O secretário-geral da CGTP anunciou, por outro lado, o lançamento de uma Campanha Nacional para concretizar, nos próximos quatro anos, a luta contra a precariedade laboral.