Cerca de 40 mil trabalhadores do setor do calçado vão ter um aumento salarial com efeitos retroativos a 1 de outubro deste ano, ao abrigo do novo contrato coletivo de trabalho para o setor.

Ao abrido do novo contrato coletivo, acordado entre a Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes e Artigos de Pele (APICCAPS) e a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Peles de Portugal (FESETE), cuja negociação encerrou a 17 de novembro, haverá um aumento da massa salarial de 3,3%, face à tabela salarial negociada em 2011.

O novo contrato coletivo de trabalho, que abrange cerca de 40 mil trabalhadores de duas mil empresas, introduz algumas alterações, nomeadamente, nos regimes de aprendizagem e da adaptabilidade dos horários de trabalho. Cria também um novo regime da organização do trabalho com a laboração de quatro turnos diários de seis horas e de 36 horas por semana, indica um comunicado da FESETE.

No que respeita à massa salarial, o subsídio de refeição diário mantém-se nos 2,20 euros e os salários mensais de cerca de 57% trabalhadores foram atualizados em 20 euros. Os restantes trabalhadores, entre os quais se incluem trabalhadores da produção, quadros intermédios e superiores, trabalhadores administrativos e trabalhadores das áreas de apoio, tiveram uma atualização salarial que varia entre os 14 euros e os 16,50 euros mensais.

A 14 de novembro, por ocasião de uma deslocação do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, ao Norte do país, num roteiro dedicado à economia dinâmica à indústria do calçado, fonte da APICCAPS revelou à Lusa que já tinha sido alcançado um acordo para a revisão do contrato coletivo de trabalho para o setor.

Segundo a APICCAPS, as exportações aumentaram mais de 50% nos últimos cinco anos, vendendo para 160 mercados dos cinco continentes 95% da produção, refere a Lusa.