A Ucrânia anunciou hoje que deixou de bombear gás russo para os depósitos subterrâneos que abastecem hidrocarbonetos à Europa, porque não aceita a subida do preço anunciada por Moscovo.

«A partir de hoje não bombeamos mais gás» , disse o ministro da Energia da Ucrânia, Yuri Prodan, citado pelas agências locais.

Prodan sublinhou que Kiev não aceita o novo preço do gás russo que chega quase aos 500 dólares (362 euros) por mil metros cúbicos, razão pela qual a Ucrânia já recusou pagar o abastecimento referente ao mês de março.

De acordo com o ministro, a dívida respeitante a março ascende a pelo menos 550 milhões de dólares (398 milhões de euros).

O governo de Kiev, durante as negociações, mostrou-se disposto a pagar 268 dólares (194 euros) por mil metros cúbicos, o valor da tarifa concedida por Moscovo às antigas autoridades ucranianas.

Entretanto, a Rússia já avisou que se verifica uma «preocupante descida de gás natural nos depósitos subterrâneos ucranianos», construídos no país e que garantem o abastecimento de gás à Europa.

A empresa russa Gazprom, que detém o monopólio do setor, também alertou que o esvaziamento dos depósitos subterrâneos pode afetar o envio de gás russo para a Europa no inverno.

A Gazprom anunciou na quinta-feira passada o aumento do preço do gás para a Ucrânia, que vai passar a custar, a partir do final de abril, 485,5 dólares (351 euros) por mil metros cúbicos.