O ministro das finanças russo, Anton Siluanov, declarou, esta quarta-feira, que o país poderia perder três triliões de rublos (cerca de 40 mil milhões de euros) em receitas caso o preço do petróleo continue a rondar os 50 dólares por barril.

Siluanov sugeriu ao governo a adoção de novas medidas de austeridade, e disse que os cortes são a única solução para a crise. Os cortes de 10% em todas as áreas (excepto na defesa), sugeridos pelo governante, ultrapassam o dobro do que foi ditado por Valdimir Putin em dezembro passado.  

Para além disso, o ministro das finanças antecipou que o endividamento do banco central pode atirar o país para uma «espiral inflacionária.»

As receitas adquiridas pelo governo russo têm origem, na sua grande maioria, nas exportações de petróleo e gás. À queda do preço do «ouro negro» para menos de metade em seis meses juntam-se as sanções impostas à Rússia pelo envolvimento na crise no leste da Ucrânia.

A inflação russa foi de 11,4% no ano passado, ultrapassando o limite de 5% previsto pelo banco central. 

O Banco Mundial prevê uma contração económica, por parte da Rússia, de 2,9%, durante o ano de 2015.