O ministro do Planeamento, Infraestruturas e Transportes remeteu para o Conselho Executivo da TAP a resposta à ameaça de boicote pelo presidente da Câmara do Porto na sequência de alterações de rotas que servem esta cidade.

Pedro Marques falava em conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros, depois de confrontado com as mais recentes posições contra a estratégia da TAP por parte do autarca Rui Moreira.

"Não farei comentários sobre a TAP no que respeita ao estabelecimento de rotas aéreas, ou de frequências de rotas aéreas. As competências concretas relativas a rotas ou frequências são da Comissão Executiva da TAP", declarou Pedro Marques.

Ainda assim, o governante lembrou que “na altura em que foram alteradas rotas no Porto, também foram alteradas até um conjunto maior de rotas em Lisboa, com critérios económicos e de operacionalidade”.

Segundo o memorando de entendimento celebrado no sábado entre o Governo e o consórcio Atlantic Gateway, dos empresários Humberto Pedrosa e David Neeleman, a comissão executiva mantém-se com três membros, nomeados pelos acionistas privados, sendo liderada por Fernando Pinto.

Com o reforço do capital para 50%, o Estado passa a ter voto de qualidade no conselho de administração, mas as decisões operacionais passam pela comissão executiva.

Logo no sábado, questionado sobre as queixas dos municípios do Porto, acerca das decisões para o aeroporto Francisco Sá Carneiro, o governante remeteu desde logo esclarecimentos para os executivos, recusando-se a violar o acordado logo no primeiro dia.