«Admito que possa ter havido alguns que não tenhamos conseguido identificar»

«Senhor deputado, não me dificulte a vida...»,





negociações sobre essa garantia ocorreram entre outubro e dezembro de 2013

De qualquer modo, «a garantia de Angola era bastante robusta». «Ao longo dos meses de 2014, sempre tive conversas muito naturais e escorreitas com o BNA e senhor governador. Nunca tive evidências de que ideia fosse revogar a garantia. A verdade é que assim aconteceu»


a garantia estatal foi necessária, porque sem acesso àquele dinheiro disponibilizado pelo BES, o BESA podia ter ido à falência

«Eu nunca fiz chegar esse anexo a Lisboa, nem aos acionistas locais»




A «era» Sobrinho

«Não tivemos qualquer responsabilidade nas contas de 2012. Após o diagnóstico inicial possível, encontrámos banco numa posição inicial muito difícil e que seguramente não antecipávamos. Tornou-se evidente prioridade repor transacionalidade e estabilidade financeira. A nova gestão dedicou-se intensamente», assinalou.


«Era uma carteira de crédito doente e que carecia de uma análise muito cuidada»




Os problemas

«Os inúmeros e sucessivos problemas com que a comissão executiva se deparou foram sempre comunicados, discutidos com as autoridades angolanas, acionistas e auditores»



A informação que tinha era «pouco mais do que a que era pública». «Os temas porventura relevantes, pelo menos até 2012, pelo que me pude aperceber, sempre foram tratados diretamente por Ricardo Salgado (...) e o Dr. Álvaro Sobrinho, na qualidade de administrador do BESA»




«Não tenho qualquer relação pessoal ou familiar com família Espírito Santo e acionistas. Fui e sou um gestor. A minha lealdade é com a verdade»