Apesar das inúmeras tentativas, o conjunto de investidores ainda está a tentar entregar uma ação judicial contra a comissão executiva da PT e ainda contra os anteriores presidentes da operadora, desde 2001.

Isto porque não está a ser possível submeter as Entregas Eletrónicas de Peças Processuais no portal CITIUS, segundo confirmou a TVI. Desde as 17h desta segunda-feira que a ação popular está pronta a ser submetida, mas ao tentar submeter a ação, aparece uma mensagem que diz que ocorreu «um erro inesperado».

A ação coletiva, a que a TVI teve acesso, pede o apuramento de responsabilidades de Henrique Granadeiro e outros altos quadros da Portugal Telecom, e exigem que seja ressarcido o investimento perdido em bolsa, após ter sido conhecido o negócio com a Rioforte, do Grupo Espírito Santo. Zeinal Bava e Horta e Costa passam a testemunhas, pelo menos para já.

São mais de 25 queixosos, que terão perdido cerca de 4 milhões de euros, mas este processo acaba por defender o interesse de muitos investidores, uma vez que a decisão judicial será depois aplicada a todos que tenham sido efetivamente lesados com este investimento da Portugal Telecom, caso o tribunal dê razão aos acionistas.

Para os investidores que apresentam esta ação popular, o conselho executivo «ignorou por completo os problemas de liquidez com que a Rioforte já à data se deparava, e que tinham sido devidamente assinalados pela auditora Ernest & Young já em março de 2013», tendo investido, em papel comercial da empresa do grupo Espírito Santo, 40% da sua liquidez e 50% da sua capitalização bolsista numa única entidade.

Os acionistas prometem ainda votar contra o novo acordo de fusão, na Assembleia geral do próximo dia 8 de setembro. Para os acionistas, a Portugal Telecom foi forçada a aceitar um corte na participação na Corpco, empresa que resulta da fusão com o grupo brasileiro Oi, após a Rioforte não ter pago a dívida de quase 900 milhões de euros à PT.

Entretanto a consultora Institutional Shareholders Services (ISS) veio recomendar aos acionistas da PT que aprovem aquele que é o único ponto da AG da empresa, convocada para 8 de setembro.