Já pensou o que faria se recebesse um enorme aumento de ordenado que lhe permitisse ter uma vida muito mais confortável? Levava a família e amigos de férias num cruzeiro? Ou fechava-se em casa a usufruir de tempo para si, em paz e sossego?

De facto, de acordo com um novo estudo, ter mais (ou menos) dinheiro altera radicalmente a forma como nos relacionamos com os outros, incluindo com que frequência socializamos e com quem.

De acordo com a responsável do estudo, Emily Bianchi, da Universidade do Minnesota, citada pelo The Washington Post, as pessoas com maiores salários passam, em geral, menos tempo com os amigos, saindo em média 6 vezes menos por ano do que aqueles que têm rendimentos mais baixos.

Mas, de acordo com este estudo, quando o fazem, saem mais com amigos do que com familiares ou vizinhos.

As conclusões do estudo permitem ainda concluir que, quando se dedicam à carreira e a ganhar mais dinheiro, as pessoas tendem a desinteressar-se pela vida social e pelas interações com os outros. À medida que adquirem mais dinheiro, tornam-se mais introvertidas e desinteressadas nas interações sociais.

O estudo baseou-se em cerca de 30.000 inquéritos que questionaram aos norte-americanos com que frequência passam tempo com os amigos, vizinhos ou familiares.

A razão, segundo Emily Bianchi, é que as pessoas mais ricas não precisam relacionar-se tanto com um grupo social, pois têm maior liberdade de se relacionar com quem e quando querem.

"Para as pessoas com recursos financeiros limitados, esses laços sociais são suscetíveis de serem cruciais para gerir os desafios existentes e iminentes”, diz o relatório.

Afinal, talvez a música de Cyndi Lauper fosse verdade: “o dinheiro muda tudo”… mas não necessariamente para melhor no que toca à vida social.