A equipa de defesa de Ricardo Salgado quer contratar economistas para estudarem o efeito macroeconómico da crise nos últimos anos na quebra do Grupo Espírito Santo, que depois contaminou o BES, revela o semanário Expresso.

O objetivo é concluir que a derrocada não se ficou a dever apenas a má gestão mas também a fatores externos incontroláveis. A argumentação será usada a partir de setembro, depois de serem publicadas as auditorias que estão a ser realizadas ao Banco Espírito Santo.

A família será também arrolada pela defesa do ex-presidente executivo do banco: Manuel Fernando Espírito Santo, presidente do conselho de administração, António Ricciardi, que preside ao conselho superior da família, José Maria Ricciardi são alguns dos nomes que poderão ser constar na lista dos que Salgado considera serem também responsáveis pela derrocada do banco.

Salgado irá também criticar a intervenção do Banco de Portugal, defendendo que a forma como a gestão do processo foi feita, bem como o modelo de intervenção escolhido, prejudicou o BES e os seus acionistas, já que o BES foi sujeito a um experimentalismo não testado de regras europeias.