O fundo de pensões do Banco Espírito Santo não vai ter dinheiro no futuro para pagar as reformas de Ricardo Salgado e dos ex-administradores do banco, apurou a TVI.

O BES está em processo de insolvência e sem recursos financeiros, por isso, quando o fundo de pensões correspondente a Ricardo Salgado e aos restantes ex-gestores transitar para o banco mau terá de ser liquidado.

Até lá, e tal como a TVI avançou na quarta-feira, Ricardo Salgado, arguido em vários processos e em prisão domiciliária, vai triplicar o valor da reforma mensal e receber 90 mil euros brutos.

A decisão consta de um parecer da Autoridade Supervisora dos Seguros e Fundos de Pensões. Só a reposição das reformas de apenas 19 pessoas terá um custo 62 milhões de euros.

O caso de Ricardo Salgado não é único. Há mais banqueiros a braços com a justiça e que continuam a receber reformas milionárias: é o caso de Jardim Gonçalves, fundador e ex-presidente do Millennium Bcp, que recebe 175 mil euros de pensão. Há mais de cinco anos que o banco agora liderado por Nuno Amado quer reduzir este valor.

Depois de muitas reviravoltas, o caso está agora a ser julgado no tribunal de Sintra. A TVI sabe que a decisão vai ser conhecida nos próximos 10 dias. A reforma de Jardim Gonçalves é paga pelo fundo de pensões do BCP e por um contrato com a seguradora Ocidental.

Oliveira Costa, que também é acusado de vários crimes nos processos que envolvem o BPN, recebe quase 2.300 euros de reforma, mas viu um terço da pensão do banco ser penhorada pelo Banco de Portugal para o pagamento de coimas. O banqueiro chegou mesmo a pedir ajuda do Estado para custear as despesas com os processos mas o pedido foi recusado.