Ricardo Salgado, Amílcar Morais Pires e José Maria Ricciardi são três dos 18 acusados no segundo processo de contra-ordenação do Banco de Portugal, no caso BES. Em causa está a exposição do banco ao BES Angola, revela o Negócios.

Entre os 18 visados estão o BES, o ESFG e 16 antigos responsáveis do banco. Ricardo Salgado, Morais Pires, o seu braço direito para a área financeira, e o responsável pela auditoria, Rui Silveira, são os que enfrentam um maior número de acusações.

Os responsáveis são acusados de ser autores, a título doloso, de três contra-ordenações e uma infração especialmente grave. Cada violação pode valer uma coima entre mil e 1.500 euros.

As primeiras três contra-ordenações referem-se à violação de várias normas relativas à criação de um sistema de gestão, avaliação e controlo de riscos. A contra-ordenação especialmente grave deve-se ao incumprimento da lei que aponta, por exemplo, uma desvalorização de ativos que não é reconhecida nas contas da empresa. Neste caso, a coima varia entre 400 mil e dois milhões de euros.

O processo está relacionado com a segunda parte da auditoria forense feita ao BES e que aponta para uma gestão ruinosa no crédito concedido ao BESA e para falhas na prevenção de branqueamento de capitais.