O fundo de resolução, a quem o Estado fez um empréstimo de 3,9 mil milhões de euros, é o acionista único, a 100%, do Novo Banco. O presidente do fundo de resolução, José Ramalho, que é também vice-governador do Banco de Portugal, adiantou na comissão de inquérito ao BES/GES que já foram devolvidos 30 milhões de euros, em juros, ao Estado, pelo valor emprestado.

Se nem tudo correr como esperado na venda do Novo Banco, que está avaliado em 4,9 mil milhões de euros, o responsável admite que o Estado – e por essa via os contribuintes - poderia ser chamado a pagar e, com isso, a ter custos temporários. Mas como seria sempre através de um empréstimo, teria de o ver devolvido. Mais tarde ou mais cedo.
 
O resumo da audição em 5 pontos:

1 – Garantiu que são os bancos que pagarão a fatura final. O Estado pode ter de emprestar dinheiro e ter «custos temporários» mas as verbas serão devolvidas. Ou seja, impacto final «será zero»

2 - O «caráter urgente e excecional» da situação fez com que fosse necessário recorrer «a meios complementares de financiamento», daí o empréstimo do Estado ao fundo de resolução

3 -A resolução permitiu «salvaguardar a estabilidade financeira em Portugal, protegendo os depósitos, que não sofreram perturbações, e assegurando a prestação de serviços financeiros sem sobressaltos»

4 - Ainda há margem para operar mudanças no banco bom e no banco mau, mas só falou em «ajustar o perímetro», sem especificar exatamente o quê

5 - O fundo de Resolução já conseguiu devolver, em juros, 30 milhões de euros ao Estado pelo empréstimo de 3,9 mil milhões ao Novo Banco

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