Os prejuízos da Sonae Indústria aumentaram no primeiro trimestre deste ano face ao período homólogo de 2013 de 16 para 26 milhões de euros, revelou hoje a empresa, que vai iniciar um aumento de capital até 150 milhões.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae Indústria anunciou um resultado líquido negativo de 26 milhões de euros, que, ainda assim, reduz as perdas atingidas no último trimestre do ano passado em sete milhões.

«Continuaremos a enfrentar importantes desafios ao longo do corrente ano, mas as melhorias graduais esperadas no panorama económico europeu, em conjunto com as iniciativas que estamos a implementar, serão fundamentais para o desempenho da empresa em 2014 e para a capacidade de melhorarmos os níveis de rentabilidade operacional», referiu o presidente executivo da empresa, Rui Correia.

A par do aumento de capital, foi alcançado «um acordo com os dois principais bancos credores, que representam a maioria do endividamento consolidado, para o refinanciamento da correspondente dívida em condições significativamente mais favoráveis, em termos de perfil de maturidade e de custo».

O volume de negócios da empresa foi de 300 milhões de euros durante os primeiros três meses de 2014, menos 3% do que o alcançado em igual período do ano passado.

O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) caiu 33% para 11 milhões de euros entre o primeiro trimestre de 2013 e o deste ano.

A Sonae Indústria concluiu já este ano a venda das duas fábricas de Le Creusot e Auxerre, em França, estando agora «numa fase já avançada de concretização do processo de redimensionamento» dos escritórios centrais de Paris.

«Começámos a implementar os investimentos estratégicos em Nettgau (linha de revestimento a melamina e equipamento de limpeza de madeira reciclada) e em Oliveira do Hospital (nova linha de revestimento a melamina)», referiu ainda Rui Correia.