A Semapa fechou o ano de 2014 com um lucro de 112,8 milhões de euros, uma queda de 22,8% face ao exercício de 2013, quando os ganhos foram de 146,1 milhões, informou esta sexta-feira a empresa.

Em comunicado enviado esta sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Semapa frisa que, «apesar da conjuntura negativa, o volume de negócios foi de 1.998,2 milhões de euros, um crescimento de 1,5% relativamente ao ano anterior».

Quanto ao EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), este atingiu 410 milhões de euros, uma queda de 2,6%, enquanto a dívida líquida totalizou 1.111,3 milhões de euros, «o que representou uma diminuição de 174 milhões de euros relativamente ao exercício anterior, após o pagamento de dividendos e a realização de investimentos significativos».

No que refere ao abrandamento nos lucros, a Semapa lembra, por exemplo, a redução do EBITDA, o aumento das amortizações e perdas por imparidade, no valor de 4,1 milhões de euros, a redução de provisões no valor de 3,7 milhões de euros, resultante essencialmente da libertação de provisões que vieram a revelar-se desnecessárias, e o agravamento em 18,5 milhões de euros dos resultados financeiros líquidos face a idêntico período.

Já em matéria de perspetivas futuras, o grupo destaca que as projeções relativas ao crescimento económico mundial para os próximos dois anos «continuam a ser alvo de revisões em baixa, sendo expectável ritmos de crescimentos diferenciados entre os vários blocos económicos».

«A instabilidade geopolítica existente nalgumas geografias, assim como a evolução recente dos preços das matérias-primas, poderão ter um impacto negativo nos níveis de crescimento de algumas potências económicas emergentes», alerta.

A Semapa é responsável pela gestão indireta de participações em três áreas de negócio: papel e pasta de papel (através da participação no Grupo Portucel), cimentos e derivados (participações no Grupo Secil) e ambiente (participação no Grupo ETSA).