O alemão Deutsche Bank pode ter que avançar com um plano de corte de custos maior que o inicialmente previsto, tendo em conta a queda abrupta dos resultados trimestrais, disse o presidente executivo da instituição financeira, John Cryan, citado pela Bloomberg.

O lucro líquido diminuiu para 18 milhões de euros contra os 796 milhões de euros entre abril e junho de 2015.

Um comportamento que, segundo a instituição, se ficou a dever ao peso das despesas judiciais, a taxas de juro, anormalmente, baixas e à volatilidade dos mercados. Uma instabilidade para a qual também contribuiu a decisão da Grã-Bretanha de sair da União Europeia, deixado ainda mais incertas as perspetivas económicas, com os efeitos que o adiar da recuperação pode ter no negócio, também do banco alemão, no Reino Unido.

Mesmo assim, Cryan revelou-se otimista. "Estamos satisfeitos com o progresso que estamos a fazer [em matéria de reestruturação]", disse no comunicado. Mas não se escusou a acrescentar que, "se o contexto económico atual persistir, teremos de ser ainda mais ambicioso no tempo e na intensidade da nossa reestruturação."

No conjunto do semestre, os lucros caíram para os 256 milhões de euros, dos 1.377 milhões um ano antes, uma descida de 81,4%.

Cryan, de 55 anos, tem vindo a reduzir ativos de risco, a congelar o pagamento de dividendos e já anunciou a eliminação de cerca de 9.000 funcionários. O objetivo é  aumentar os níveis de capital do banco e reverter a tendência de queda nas ações.

As ações da instituiçãio já caíram cerca de 45% este ano.