Os três maiores bancos privados que operam em Portugal, BCP, BPI e Santander Totta, e o público Caixa Geral de Depósitos tiveram lucros agregados de 133 milhões de euros no primeiro trimestre, abaixo dos registados há um ano.

Para a diminuição dos lucros contribuiu sobretudo o desempenho da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que apresentou prejuízos de 74,2 milhões de euros entre janeiro e março, quando tinha obtido um resultado positivo de 2,1 milhões de euros em igual período de 2015, o que se relaciona sobretudo com as perdas registadas nas operações financeiras.

Também o BCP teve influência na diminuição dos lucros, uma vez que os resultados positivos deste banco caíram 33,7% para 46,7 milhões de euros.

Quanto aos maiores lucros, esses foram conseguidos pelo Santander Totta, ao duplicarem para 114,3 milhões de euros, sendo que três milhões de euros dizem respeito aos ativos do Banif com que o banco espanhol ficou.

Já o Banco BPI teve resultados positivos de 45,8 milhões de euros, mais 48,3% do que no primeiro trimestre do ano passado, sendo que o principal contributo veio do Banco de Fomento de Angola (BFA), com 37 milhões de euros, ao qual o BPI vai ter de reduzir de forma significativa a sua exposição por exigência do Banco Central Europeu (BCE).

No total, entre janeiro e março deste ano, os quatro bancos acima referidos tiveram em termos acumulados lucros de 132,8 milhões de euros, ou seja, quase 1,5 milhões de euros de lucros por dia. Ainda assim, menos 15,4% do que no primeiro trimestre de 2015.

Para completar o ‘quadro' dos principais operadores do sistema bancário português falta conhecer os resultados do Novo Banco, o banco de transição que resultou da resolução do Banco Espírito Santo (BES).

É ainda de referir que são já conhecidos os resultados do banco mutualista Montepio, que também passou de lucros a prejuízos de 19,8 milhões de euros entre janeiro e março, o que o banco mutualista explicou com os custos da reestruturação que tem em curso.