A Pharol, antiga PT SGPS, melhorou os prejuízos para 8,3 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, o que compara com um resultado líquido negativo de 14,5 milhões de euros um ano antes.

Resultado líquido acumulado no período representou um prejuízo de 8,3 milhões de euros, justificado maioritariamente por perdas de 5,7 milhões de euros na desvalorização da opção de compra e os custos operacionais no montante de 3,3 milhões de euros".

O comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), detalha ainda que o EBITDA (antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) foi negativo em 3,3 milhões de euros, um valor inferior aos 9,2 milhões de euros negativos no primeiro semestre de 2015.

Já se nos centrarmos apenas nas contas do segundo trimestre, a empresa conseguiu alcançar um lucro de 57,6 milhões, mais do que o 28,7 milhões do período homólogo. 

A reação em bolsa estava a ser positiva no arranque de sessão, com uma subida das ações de cerca de 0,5%, rondando os 18,5 cêntimos.

A Pharol é a maior acionista da telecom brasileira Oi, onde detém uma participação de 27,1%, assim como uma série de opções de compra de ações. Ora, a Oi entrou com o maior processo de recuperação judicial da história do Brasil,  o que tem tido repercussões para a Pharol, não só no valor em bolsa, mas também com o problema do reembolso das obrigações da antiga Portugal Telecom.

É a Oi quem está responsável pelo reembolso. Os investidores correm cada vez mais risco de ver o dinheiro “por um canudo” ou, pelo menos, parte dele. O reembolso deveria acontecer a 26 de julho, mas não foi efetuado. O regulador do mercado decidiu prolongar a suspensão da negociação dessas obrigações no mercado secundário, o que ainda se mantém, estando já setembro aí à porta.