Em 2012 existiam em Portugal 1 086 452 empresas, menos 4,4% que no ano anterior. Os dados foram compilados pelo Instituto Nacional de Estatística, através da publicação ¿Empresas em Portugal 2012¿.

A taxa de sobrevivência das empresas nascidas um ano antes diminuiu tanto no caso das empresas sob a forma jurídica de sociedade, em que a taxa se fixou em 90,6%, menos 1,1 pontos percentuais que em 2011, como no caso das empresas individuais (de 65% em 2011 para 64,% em 2012).

As empresas individuais apresentam taxas de mortalidade e de natalidade mais elevadas (22,5% e 14,8% respetivamente) do que as sociedades (9,7% e 7,6%), sendo responsáveis pela maior parte do decréscimo no número total de empresas.

O ativo das empresas do setor não financeiro apresentou, nos últimos cinco anos, variações pouco acentuadas, atingindo o valor máximo dos cinco anos em 2010. No que respeita à taxa de investimento, as variações foram bastante mais significativas, registando-se no último ano em análise uma descida particularmente acentuada (menos 5,2%).

O INE revela ainda que mais de 50% das sociedades não financeiras apresentaram prejuízos em 2012. O setor da construção foi o que apresentou o maior decréscimo face ao ano 2011 (-19,5%). Os setores da Agricultura e Pescas e da Energia e Água, registaram crescimentos de 7,6% e 4,1%, respetivamente.

Observa-se ainda que 23,2% das sociedades não financeiras apresentaram valor acrescentado bruto a preços de mercado negativos e 51,1% resultados líquidos negativos. O setor da Informação e Comunicação utilizou uma maior parcela de capitais próprios no financiamento da sua atividade em 2012.

Este setor, o da Agricultura e Pescas e o da Energia e Água foram os únicos a registar um crescimento da rendibilidade dos capitais próprios. As sociedades do setor da Construção evidenciaram dificuldades em cobrir os encargos da dívida mas as do setor da Energia e da Água melhoraram o rácio de liquidez geral.