A Corticeira Amorim teve lucros de 73 milhões de euros em 2017, menos 29% do que em 2016. Em comunicado divulgado à CMVM, a empresa salienta, contudo, que os resultados estão em linha com os do ano anterior, se forem excluídos os efeitos da venda da US Floors em 2016, que ajudou aos lucros desse ano. As ações da Corticeira Amorim estavam inalteradas na sessão desta terça-feira, pelas 09:30, nos 10,26 euros por ação.

A empresa indicou ainda que, face aos lucros de 2017, o Conselho de Administração decidiu propor à assembleia-geral de acionistas (de 13 de abril) a distribuição de um dividendo bruto de 0,185 euros por ação.

Quanto às contas da empresa, em 2017, as vendas da Corticeira Amorim subiram 9,4% face a 2016 para 701,6 milhões de euros, um aumento justificado pela “integração das subsidiárias adquiridas em 2017, em especial o Grupo Bourrassé (Bourrassé), cuja atividade passou a ser consolidada a partir de 01 de julho de 2017”. Já sem o efeito da variação de perímetro, as vendas teriam crescido 5,3%.

Por unidades de negócio, a unidade rolhas cresceu 12,8% para os 477,1 milhões de euros. Foi esta a unidade que consolidou a atividade das sociedades Bourrassé e Sodiliège. Sem isso, o crescimento das vendas teria sido de 6,7%.

Já a unidade de negócio revestimentos aumentou as vendas em 3,8% para 121,5 milhões de euros e as vendas da unidade matérias-primas subiram cerca de 5% para os 156,1 milhões de euros.

As vendas da unidade aglomerados compósitos diminuíram, por sua vez, 1,3% para 98,8 milhões.

Quanto ao EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações), este foi de 133,6 milhões de euros, com a empresa a dizer que a “melhoria da margem bruta compensou o incremento dos custos operacionais, resultante do aumento da produção”. O rácio EBITDA sobre as vendas foi de 19,0%, em linha com 2016 (19,1%).

O grupo fechou 2017 com o aumento do endividamento para 92,8 milhões de euros, subida que diz ser explicada “essencialmente pela aquisição da Bourrassé e, em menor escala, da Sodiliège, sendo o custo com as aquisições de aproximadamente 31 milhões de euros”.

Além disso, acrescenta, “a inclusão destas novas subsidiárias no perímetro de consolidação implicou também a integração nas contas consolidadas da dívida existente nestas empresas (no valor de 35,4 milhões)”.