O Santander Totta fechou o primeiro semestre do ano com um lucro de 228,9 milhões de euros. Trata-se de uma subida de 16,7% face aos 196,2 milhões de euros registados entre o mesmo período de janeiro a junho de 2016.

A margem financeira ascendeu a 338,4 milhões de euros no primeiro semestre, um recuo de 8,3% face aos primeiros seis meses do ano passado, consequência de "reajustamentos ocorridos na carteira de dívida pública", lê-se na informação prestada pela entidade.

Os depósitos do banco liderado por António Vieira Monteiro totalizaram 27,6 mil milhões de euros, pelo que cresceram 0,6% em relação ao ano passado.

Em junho, recorde-se, o Banco Santander Totta tornou-se o maior banco privado em Portugal, tendo ultrapassado o BCP em ativos e balcões. Tudo graças à incorporação do Banco Popular Portugal, vendido ao grupo Santander, pelo preço simbólico de 1 euro

Ainda sobre os resultados semetsrais, as comissões líquidas "evoluíram positivamente, registando um aumento de 5% em termos homólogos", em resultado da "maior vinculação e transacionalidade dos clientes".

Já o rácio de crédito em risco situou-se em 4,46% no período, uma melhoria de 2,46 pontos percentuais em relação ao período homólogo.

Os custos operacionais caíram 9%, "contribuindo para que a eficiência do banco se mantivesse em bom nível".

No que se refere a custos com pessoal, estes caíram 5,5% entre janeiro e junho de 2016 e igual período deste ano, de 167,2 milhões de euros para 157,9 milhões de euros.

O presidente do banco, Vieira Monteiro, valorizou esta manhã, em conferência de imprensa, o bom rating da entidade, "o melhor do sistema financeiro" e, nalgumas instituições, superior inclusive ao rating da República portuguesa.