O lucro da Sonae subiu 50% para 142 milhões de euros nos nove meses de 2015, acima do esperado, com mais-valias extraordinárias de operações de venda e 'leaseback' imobiliário e melhores resultados das participadas, a mais que compensarem a pressão sobre as margens no retalho.

As vendas cresceram 0,8% para 3.639 milhões, mas o EBITDA recorrente contraiu 0,5% para 226 milhões de euros.

A importante métrica da margem 'underlying' EBITDA da dona do Continente contraiu 1 ponto percentual para 6,2%.

A Sonae, que tem a telecom NOS e a Sonae Sierra como participadas, referiu que os resultados indirectos dispararam para 44 milhões, de 5 milhões de euros no período homólogo.

As operações de venda e 'leaseback', com as quais a Sonae encaixou mais-valias significativas nos nove meses, são acordos em que um activo imobiliário é vendido a uma outra entidade, que passa a cobrar retum aluguer ao vendedor.