O lucro da Sonae subiu 34,2% nos primeiros seis meses do ano, face a igual período de 2017, para 98 milhões de euros, anunciou hoje a dona da cadeia de hipermercados Continente e da Worten, entre outros.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae adianta que o volume de negócios "cresceu 6,6% em termos homólogos, ascendendo a 2.680 milhões de euros no primeiro semestre de 2018, particularmente impactado pela Sonae Retalho, que contribuiu com 167 milhões de euros adicionais".

No período em análise, o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) consolidado "melhorou 15 milhões de euros, para 154 milhões de euros", um aumento de 11,1%, "suportado por um EBITDA subjacente superior (mais oito milhões de euros) e por um maior resultado obtido pelo método de equivalência patrimonial (mais nove milhões de euros)", refere a empresa.

Administrador considera resultado "muito positivo"

O administrador da Sonae Luís Reis classificou de "muito positivo" o resultado do grupo no primeiro semestre, destacando o desempenho dos resultados operacionais, o aumento do investimento e a redução da dívida.

O primeiro semestre foi "muito bom", afirmou Luís Reis (CCCO - Chief Corporate Center Officer), destacando "cinco linhas-chave".

Em primeiro lugar, apontou o aumento de 6,6% do volume de negócios para 2.680 milhões de euros, a subida de 6,3%, para 130 milhões de euros, do resultado antes de impostos, juros e depreciações (EBITDA) e a subida do resultado antes de impostos (EBT) em 30,1% para 37 milhões de euros no semestre.

"Foi um crescimento com rentabilidade", afirmou, apontando ainda o facto da Sonae ter aumentado o investimento no período - aumentou 30 milhões de euros, para 151 milhões de euros -, e a "diminuição da dívida", de 95 milhões de euros em termos homólogos, para 1.324 milhões de euros no primeiro semestre.

"Estas cinco linhas mostram que o semestre é muito positivo", sublinhou o gestor.

O responsável destacou também o facto da Sonae MC ter registado um aumento de 7,2% do volume de negócios, para 1.906 milhões de euros, e "ter crescido em quota pelo 11.º trimestre consecutivo", como também a área de eletrónica tem vindo a aumentar a sua quota de mercado.

Questionado sobre o comércio eletrónico, Luís Reis disse que este "continua a crescer e ainda acelerou o crescimento" nos primeiros seis meses do ano.

Relativamente à entrada em bolsa do negócio do retalho alimentar, o administrador disse que a Sonae "continua a estudar a potencial da operação".

Sobre a segunda metade do ano, Luís Reis afirmou: "Olhamos com otimismo moderado".

"Estamos bem lançados para fazer um bom ano", concluiu.

O gestor destacou ainda que os primeiros seis meses do ano foram marcados pelos avanços na preparação do IPO (oferta inicial em bolsa) da Sonae MC; a alienação parcial na tecnológica OutSystems (detida indiretamente pela Sonae IM) e pela compra de mais 20% da Sonae Sierra, uma operação que se espera seja concluída em breve.

"São três operações relevantes da estratégia da 'holding'", afirmou.