O lucro líquido ajustado da Galp Energia caiu 6,1% para 114 milhões de euros (ME) no primeiro trimestre de 2016, acima do previsto, pressionado pela margem de refinação e os preços do crude, e apesar do aumento do output, anunciou a empresa.

A empresa adiantou ainda que, entre janeiro e março de 2016, o EBITDA - lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização - também ajustado, desceu 22% face há um ano atrás para 293 ME, superando ligeiramente as estimativas.

A média de uma poll de sete analistas consultados pela Reuters apontava para um lucro ajustado de 105 ME e um EBITDA com 287 ME.

Os números são ajustados para corrigir os efeitos de stock e eventos não-recorrentes (RCA).

A Galp adiantou que a margem de refinação se situou em 4,1 dólares por barril, face aos 4,1 dólares no último trimestre de 2015 e abaixo dos 5,1 dólares no período homólogo.

Afirmou que a produção working interest de petróleo e gás natural aumentou 36% para os 56,3 mil barris/dia, devido ao aumento da produção no Brasil.

O investimento foi de 343 ME, 92% dos quais alocados ao negócio de E&P, sobretudo no desenvolvimento do bloco BM-S-11 no Brasil e do bloco 32 em Angola.

No final do trimestre, a dívida líquida do Grupo situava-se em 1.841 ME, considerando o empréstimo à Sinopec como caixa e equivalentes, sendo o rácio dívida líquida para EBITDA de 1,4 vezes.