O BCP registou prejuízos de 197,3 milhões de euros no primeiro semestre do ano, valor que compara com um lucro de 240 milhões de euros verificado no período homólogo do ano passado, divulgou esta sexta-feira o banco.

O banco justifica estes resultados com "itens não habituais", adiantando que, sem estes acontecimentos extraordinários, o banco teria tido um lucro de 56,2 milhões de euros no primeiro semestre de 2016, valor que compara com um prejuízo de 21,2 milhões de euros em igual período do ano passado.

O presidente do BCP disse que o banco passou nos testes de stress do Banco Central Europeu (BCE) no cenário mais adverso, ao contrário do que tinha acontecido em 2014.

Os resultados comprovam a evolução favorável do BCP, (...) confirmam o trabalho muito forte, muito exigente que está a ser conseguido por todos os que estão a colaborar com o banco", afirmou Nuno Amado em conferência de imprensa.

O BCP divulgou que, nos resultados dos testes de resistência do Banco Central Europeu (BCE), que avaliam a resistência do banco perante uma degradação económica e financeira, ficou com um rácio de 7%, acima do valor de referência de 5,5% que cada banco precisava de ter.

Nos últimos testes de stress gerais à banca europeia, em 2014, o BCP chumbou ao serem identificadas necessidades de capital no cenário mais adverso.

O Novo Banco na altura não participou nesses exercícios, por ainda estar a consolidar o seu perímetro patrimonial, e um ano depois viria a chumbar também no cenário severo.