A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) sublinha que o volume de negócios do setor caiu 25% e reafirma a necessidade de descer o IVA de 23 para 13%.

«A AHRESP aguarda, com urgência, que o governo, conforme reconhece o relatório interministerial hoje divulgado, assuma a adequada decisão política, e promova a descida do IVA nos Serviços de Alimentação e Bebidas», diz a associação num comunicado.

O relatório do grupo de trabalho interministerial encarregado de avaliar o impacto da subida do IVA na restauração reconhece que houve uma contração acumulada do volume de negócios em 25%, mas considera que o aumento da taxa de IVA na restauração para 23% «cumpriu o objetivo de consolidação orçamental», gerando um encaixe esperado de 600 milhões de euros entre 2011 e 2013, o que representa um crescimento de 140% da receita.

O documento refere também a redução da receita de impostos diretos e contribuições provenientes do setor da restauração.

Segundo a AHRESP, o setor «está a contribuir extraordinariamente, de forma exemplar e solidária, para o esforço coletivo de consolidação orçamental de Portugal».

«Se as receitas caíram 25%, se os preços de venda não aumentaram (sendo os mais baixos da Europa) de onde saíram os milhões de euros do aumento de receita fiscal? A resposta é simples: da eficácia fiscal no combate à economia paralela, mas sobretudo da descapitalização das empresas», afirma a associação.