A AHRESP - Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal desafiou esta segunda-feira o Governo a tornar público o montante de IVA que «efetivamente» entrou nos cofres do Estado, recusando que resulte no impacto negativo que o Governo anunciou.

Hoje, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais disse aos deputados que a taxa de 23% no IVA da restauração teve um impacto financeiro positivo de cerca de 180 milhões de euros .

«O Governo não quer saber dos cidadãos e da economia, gaba-se do aumento das receitas, mas a verdade é que o IVA aumentou 77% e provocou um grande aumento dos prejuízos em segurança social», afirmou o secretário-geral da AHRESP,

José Manuel Esteves, desafiando o Governo a anunciar, não o IVA declarado, mas o IVA efetivamente cobrado.

«Nós sabemos que os empresários declaram um IVA que depois não conseguem pagar porque não têm dinheiro. O Governo tem de demonstrar é quantas receitas fiscais entraram nos cofres do Estado», adiantou.

Para a AHRESP, «o plano B não pode ser outra vez um sacrifício dos portugueses».